Porque o futebol é, não o esqueçamos, paixão, exigência de instante, caso de julgamento sumário, com absolvição ou castigo, muitos técnicos de nome prestigiado passaram, ao longo dos anos, e com tempos de permanência condicionados pelos resultados, pelo comando das equipas varzinistas envolvidas nas disputas dos campeonatos de vários escalões. Nomes como os de José Vale, Artur Baeta, António Teixeira, Rodrigues Dias, Joaquim Meirim, Bernardino Pedroto, Washington, Ricardo Perez, Nicolau Vaqueiro, José Maria, Horácio, José Torres, Álvaro Carolino, Henrique Calisto...

Cada um destes técnicos cumpriu, na medida da sua competência, das suas possibilidadees, das condicionares ocasionais - grau de estabilidade geral, valia intrínseca dos atletas à disposição, ambição maior ou menor, capacidade de concorrência - o que da sua acção se exigia ou esperava. Com o Varzim em alta ou em baixa, nas divisões distritais ou nacionais. Uns ficando ligados a subidas de escalão, outros a descidas, muitos indo além ou ficando aquém das expectativas. Medindo-se, regra geral, a eficácia dessa acção pelos resultados conquistados, avulta no vasto leque de treinadores que orientaram equipas varzinistas o nome de António Teixeira. Por um motivo óbvio: foi ele que esteve à frente da equipa que alcançou a melhor classificação de sempre no Campeonato Nacional da I Divisão: o 5º. lugar, na temporada de 1978/79. Tal proeza ficaria a dever-se, fundamentalmente, a um facto inédito da equipa varzinista na I Divisão: não ter perdido um

único jogo em casa, o que só teria paralelo, nessa prova, nos casos de F.C. Porto e Benfica. De assinalar, por curiosidade, que o Varzim segurou o seu quinto lugar ao derrotar, na última jornada, o Sporting, treinado por Milorad Pavic, por uma bola a zero. Golo de Albino, para completar a evocação.
A passagem de Joaquim Meirim correspondeu, também, a um período de euforia clubista, sobretudo pelo carácter original e plémico do então emergente treinador saído do desconhecimento para a ribalta do futebol. Meirim voltaria, uma segunda vez, ao Varzim, mas não iria além de três jornadas no comando da equipa.
Um homem deixou marca muito específica no Varzim Sport Club. Artur Baeta, "mestre" Artur Baeta, um homem reconhecidamente vocacionado para a formação de jogadores, para a descoberta e burrilamento - não só desportivo como cívico - de jovens talentos. Responsável, a partir de meados da década de 40, pela organização da Escola de Jogadores do F.C. Porto, Artur Baeta daria, episodicamente a sua colaboração ao futebol varzinista. Episodicamente mas de maneira marcante.