30 de março de 2010

Escolas

Sem pruridos de "filosofância" nem requebros de nostalgia romântica, antes de assumindo, porque "assim vai o mundo", os condicionalismos realistas do futebol que se tornou, irreversivelmente, espectáculo-negócio, o Varzim dedica parte substancial das suas preocupações enquanto entidade desportiva, em sentido restrito, e enquanto parceiro social, em mais largo âmbito, à problemática da juventude. Palavras enfáticas? Elogio em boca própria? Nada que se pareça: trata-se, tão só, da verificação de uma constante na vida de um clube que, por idiossincrasia, quis fazer-se e manter-se como elemento polarizador e vivificador dos gostos, interesses e anseios da gente mais nova de uma zona geográfica e populacional em que, desportivamente, prepondera.

Mais terra-a-terra, é imperativo reconhecer-se que o Varzim Sport Club junta às usas naturais ambições desportivas - entra-se em qualquer desafio para tentar a vitória - uma consciência congénita de serviço. De serviço a prestar à comunidade em que, desde o dia da fundação, em 1915, a colectividade se inseriu.

Falar-se, hoje, do futebol juvenil no Varzim é, de algum modo, procurar fazer sentir a diferença. Não que o Varzim esteja, neste campo, em solitária deambulação quixotesca. Muitos clubes portugueses continuam a dedicar, felizmente, boa parte da sua atenção às camadas jovens, mas o exemplo varzinista merecerá alguma saliência por ser este um clube em que, tipicamente, sobre a boa vontade e escasseiam os recursos financeiros. Colectividade de orçamento apertado, chega a acreditar-se estarmos perante uma espécie de milagre de multiplicação. Sabendo-se o que custa, actualmente manter uma equipa profissional competitiva e visando presença nos patamares mais altos do futebol, não deixa de ser espantoso existar uma Secção Juvenil no Varzim movimentando mais de quatro centenas de atletas. O que implica, certamente, fartíssimas doses de devoção à causa e um considerável investimento. E se os devotos vão surgindo e subsistindo, por amor ao clube e espírito de sacrifício próprio, o dinheiro não cai do céu. Qual o segredo do Varzim, entre a devoção que existe e a obrigação que a si próprio o clube impões? A resposta passa por uma palavra-chave: organização.

Por isso, pode o clube ufanar-se de, na temporada futebolística de 1996/97, ter participado com oito equipas, envolvendo infantis, iniciados, juvenis e juniores, nos respectivos campeonatos, quer a nível distrital quer nacional. Os resultados foram, em termos competitivos, considerados gratificantes pelos responsáveis do Sector Juvenil do clube, designadamente, o técnico Manuel Milhazes, chefe do Departamento, regressado a funções que ocupara, com mérito, em épocas anteriores. Particularmente significativa é a circunstânia de a equipa de juniores (temporada de 1996/97) ser totalmente constituída por poveiros e "feitos" na escola varzinista.

Neste âmbito, são de uma particular pertinência as considerações do dirigente Lídio Marques expressas num pequeno artigo inserto no boletim do 6º. Torneio de Futebol Júnior Ala Arriba! (Agosto/Setembro de 1996):

"Nos últimos quinze anos, tive o raro privilégio de presidir em dez à administração do nosso clube. E, neste espaço de tempo, o futebol mudou quase radicalmente a sua estrutura, sendo inundado de legislação e métodos inovadores.

"Depois, a nossa integração no espaço económico europeu e o respeito a dar aos Tratados que compõem o seu ordenamento jurídico fizeram com que surgissem vários casos no futebol profissional, sendo o mais célebre, pela mutação que impôs à transferência de profissionais, o 'caso Bosman'. A partir desta sentença, um arrepio enorme perpassou pelos clubes profissionais da Comunidade e nada é, já, como antes.

"Daí, o repensar de novo a formação dos jovens futebolistas que assegurem de forma convincente o futuro e pleno rendimento da modalidade, estruturada em moldes profissionais. Continuar ou não a escola de formação varzinista - eis a questão.

"Nós entendemos ser necessário moderar gastos, mas não temos dúvidas de que o Varzim assume uma função social e deve entusiasmar os seus jovens à prática desportiva, quaisquer que sejam os 'casos Bosmas' (...). Acreditar no futuro é investir nos jovens - e a Póvoa e o Varzim estão de mãos dadas".

Acredita, pois, o Varzim que as suas escolas de formação representam mais do que "aumento de encargos", tronando-se um "investimento seguro". Muitos jogadores, primeiro amadores, depois profissionais, chegaram aos seniores oriundos das camadas jovens do clube. Assim como nunca foram nem são poucos os que, por valor confirmado, saíram para a representação de outro emblemas.


Neste contexto, o Torneiro "Ala Arriba!" desempenha um papel importante. Realizado pela primeira vez no Verão de 1991, atingiu a sexta edição contínua em 1996. Sempre com o intuito de animação do futebol jovem e da formação desportiva e com um espírito básico de confraternização.

Por mera curiosidade, refiram-se, pela ordem, os nomes dos seis vencedores do Torneio: Leixões (Varzim em segundo), F.C. Porto (vencedor do Sporting na final), Vitória de Guimarães (três vezes consecutivas, ganhando sucessivamente, ao F.C. Porto, ao Benfica e outra vez ao F.C. Porto). Nas seis edições, o Varzim registou o referido 2º. lugar e, ainda quatro 4ºs. lugares.

28 de março de 2010

Nem se ficassemos até amanhã...



Como se diz no futebol, quem não marca sofre...

Foi mesmo isso que aconteceu, perante as bancadas bem compostas, assistência a rondar os 1700 espectadores.
O futebol é assim mesmo, e continuamos a 2 pontos da linha de água, devido á derrota do Chaves por 1-0 frente ao Santa Clara, evitando assim males maiores para o Varzim.


O Varzim começou melhor o jogo, com Nelsinho logo nos minutos iniciais a colocar o Guardião do Trofense á prova.
O Trofense depois da meia hora de jogo conseguiu por intermédio de Helder Sousa causar algum perigo na baliza Alvi-Negra.
Na resposta o Varzim com Mendes, através de um Livre a rematar mas a bola a razar o poste da baliza do Trofense.
O Varzim dominou a primeira parte.


O Varzim entrou na segunda parte com a mesma atitude, mas foram os homens da Trofa a conseguir abrir o activo, num cruzamento para a área Poveira e Filipe Gonçalves a rematar com o pé direito, e a marcar para a equipa do Trofense.

A equipa do Varzim foi mais abaixo com o golo sofrido e Marafona a defender os remates de Filipe Gonçalves e Helder Sousa.

Eduardo Esteves – “Faltou-nos eficácia ao longo do jogo e principalmente na segunda parte. Fomos superiores ao Trofense, mas infelizes na concretização. Eles remataram duas vezes à nossa baliza. Num desses lances fizeram golo. No outro remataram à barra”.

Agora meus amigos, há que levantar a cabeça e pensar já no próximo jogo...

Ala-Arriba Varzim!!!

Texto e fotos de L.M

27 de março de 2010

Regressar ás vitórias!!!

Depois de uma derrota pesada em Aveiro a equipa Poveira quer regressar ás vitórias.

Este Domingo os Alvi-Negros vão defrontar a equipa do Trofense a contar para a 24ª Jornada da Liga Vitalis.
Os Trofenses que vêm de um empate em casa frente ao Estoril, um empate com sabor amargo, pois a equipa Estorilista empatou á última da hora.

Para este encontro Daniel Ramos não pode contar com Mércio, Chad, Milton do Ó (lesionados) e Pedro Ribeiro (castigado) .

Ao contrário do Técnico do Varzim que têm o plantel á sua disposição.

Eduardo Esteves pede o Apoio dos adeptos:

«A nossa massa associativa tem sido fantástica, quer em casa, quer fora. Temos um grupo de pessoas que nos tem acompanhado para quase todo lado e que tem sido incansável no apoio à equipa. Penso que temos correspondido com a entrega máxima ao jogo e, aqui em casa, peço o apoio de todas as pessoas que gostam do Varzim. Queremos tornar esta casa cada mais nossa e cada mais difícil para os nossos adversários. Precisamos do apoio dos nossos sócios do início ao final do jogo. Já tivemos exemplos em que perdemos 2 pontos no último minuto, mas também em que ganhámos e por isso é tão importante para nós contar com o apoio incondicional dos nossos adeptos até ao último minuto da partida.»


Entretanto, Telmo vai ser convidado a renovar com o Varzim, esse desejo foi demonstrado por Lopes de Castro no discurso do jantar Comemorativo do 94º Aniversário do nosso clube.



Ala-Arriba Varzim!!!

26 de março de 2010

Jantar Comemorativo do 94º Aniversário do Varzim S.C

Lopes de Castro, analisou o actual momento do clube e do futebol. Referiu que a Hagen actual construtora do novo estádio, espera dentro em pouco, dar inicio à construção da obra no parque cidade. Pediu aos associados para continuarem a apoiar o Varzim.

Macedo Vieira (Presidente da Câmara) que irritou-se com "boca" de um sócio, que lhe pediu para falar do Varzim e deixar a política de fora:
Macedo Vieira que fez um discurso optimista e de confiança para o futuro, apelou para todos os Varzinistas apoiarem os jogadores, e também á UNIÃO, ouça em baixo...



“Se o Varzim descer de divisão não irá desaparecer e será capaz de ressurgir”.

Processo estádio:

“A Hagen está a ultimar a execução do projecto e quando estiver em ordem, irá erguer no parque da cidade, um estádio bonito capaz de dotar a Póvoa do melhor parque desportivo do País”.

José Reina (Presidente da AG) :



O senhor presidente da câmara disse e eu reitero integralmente as palavras que ele preferiu, aquilo que devia de ser dito e que deve ser dito, e que deve merecer o agradecimento de todos os Varzinistas em relação ao apoio indiscutível que ele têm prestado ao nosso Clube, e aqui meus caros amigos, o nosso partido político é um só, é o Varzim, é o meu, é o dele, e é o de todos nós.
E isto não quer dizer que temos divergências de opinião, mas temos convergências absoluta e indiscutivel no sentido de fortalecer, dignificar a permanência do clube na nossa terra como um simbolo, como uma razão de unidade e de união que emfim, nos têm trazido ao longo do Tempo.
São 94 anos e hão de ser muitos mais...

Rui Barbosa, recebeu o Troféu Lobo Mar.
Receberam as medalhas de prata:

Telmo (atleta do ano)

Alfredo Lapa (treinador do ano)

José Canossa (dirigente do ano)

Mário Rodrigues foi um dos 11 sócios com 50 anos de filiação a receber o emblema de ouro.
O ex-dirigente do clube mostrou-se orgulhoso por pertencer há tanto tempo à família:





Bem mais jovem é Pedro Reina, que aos 26 anos completou 25 anos de sócio varzinista. Foi um dos 29 associados a receber o emblema de prata:




Pedro Azevedo
Jornalista da Rádio Renascença, e sócio do Varzim, foi muito elogiado pelo Presidente da Assembleia Geral.
Piada da noite: Varzinistas ou Varzinenses?

Parabéns Varzim!!!


Ala-Arriba Varzim!!!

Texto de L.M,

Fotos : Alberto & Fernando

24 de março de 2010

Gente da Velha Guarda

Num clube cujas origens remontam a 1915, a história escreve-se, mais de oito décadas decorridas, com infinitos sinais de vida mas, também, com crescentes sinais de saudade. Sem limite, a ponte entre o passado e o futuro vai-se enchendo de nomes e factos. Os nomes são os dos homens que corporizaram os factos. Gente ilustre e gente modesta, costuma dizer-se, numa diferenciação um tanto sem sentido. Toda a gente de algum modo, se ilustra. Fernando da Silva Veloso, por exemplo. Quem era e como se ilustrou ele? Poveiro, fez-se, do Varzim Sport Clube, pela lei da vida...

O sócio nº. 1

Ser o associado número um de uma colectividade que entrou, no dia de Natal de 1999, no octogésimo-quinto ano de vida quer dizer que alguém encarna uma paixão antiga e uma fidelidade sem quebras. Essa paixão e essa fidelidade exprimem-se, no que respeita a Fernando da Silva Veloso, através de um pequeno documento que o acompanha desde 1933, quando se fez sócio do Varzim. Ao tempo, o clube estava no décimo-oitavo ano de existência, Fernando Veloso era um rapaz de 22 anos. Decorreu (ano de 2000) sessenta e sete anos: tantos quantos tem de filiação clubística o respeitável associado "número um" varzinista, em oitenta e cinco da sua própria vida.

Antes de ser sócio, Fernando Veloso foi, no Varzim, infantil de basquetebol. como atleta-aprendiz, entrou na intimidade do clube, penetrando pela própria vivência as suas dificuldades e os seus segredos, partilhando alegrias e tristezas, firmando uma devoção que seria para a vida inteira e, de caminho, descobrindo a importância do desporto na vivência social: "De manhã cedo, ia com um grupo de amigos praticar a modalidade (basquetebol) onde hoje é o campo de treinos. Fizemos vários jogos representando o clube. É das camadas jovens que saem homens".

Estass palavras de Fernando Veloso são transcritas de uma pequena entrevista publicada no boletim (Dezembro de 1996) comemorativo do 81º, aniversário do Varzim Sport Clube. E do "sócio nº. 1" é, também, esta reflexão: "Não está certo os clubes grandes levarem os melhores executantes. Contraria o propósito da formação. Havia de existir uma lei que estipulasse determinados anos de carreira de um jogador ao serviço do clube onde foi criado". Para o mais antigo associado varzinista, não subsitem dúvidas quanto a um ponto: são os jogadores da terra "que representam a mística do clube".

Fernando da Silva Veloso nasceu a 28 de Maio de 1912, em vésperas da Grande Guerra, que não só seria grande (1914/1918) mas também a primeira do século a espalhar, em larga escala, a morte e a destruição na Europa. Viria outra guerra, anos mais tarde, com mortes e destruições mais sofisticadas.

Rubem, o alfaiate

Temos outro exemplo: rubem dos Santos Paroleiro. Nascido na Póvoa e que era alfaiate. E que jogou no Varzim Sport Clube. Com 83 anos de idade em 2000 - menos dois do que o Varzim -, Rubem é um dos quatro sobreviventes da equipa que, na temporada de 1934/35, se sagrou campeã concelhia na categoria de "Honra". Os três restantes dão pelos nomes de Arlindo Miranda, Fernando Boto (ambos radicados no Brasil) e Salvaterra (que vive em Aguçadoura).

Rubem era extremo-direito e vestiu a camisola do Varzim entre 1934 (tinha 17 anos) e 1940, ano em que, no mês ed Março, se largou para a aventura africana. Fez-se funcionário público, "trabalhando nos combois de Angola", enquanto retomava a carreira futeboística no Ferroviário de Luanda, o clube da companhia de caminhos-de-ferro. A aventura durou, longamente até 1975, um ano depois de "Abril de 74". Reformado, Ruben regressou ao chão de origem.

Invejável octogenário, Rubem dos Santos Paroleiro encontra-se com antigos e novos amigos, vai sempre ao futebol, traz no bolso o cartão de sócio nº 1076 do seu Varzim. Pergunte-se-lhe como era o futebol no seu tempo e ele responderá que "era melhor, jogava-se com amor à camisola". E não só.

- Sendo alfaiate, tratava do meu próprio equipamento. Não todo, porque o Varzim fornecia as botas e camisola, mas eu entrava com as meias, que comprava, e calções que eu mesmo confeccionava.

Ordenado? Prémio de jogo? O velho extremo-direito, que foi alfaiate e trabalhou, em África, nos comboios, conta como era:

- Nos jogos que fazíamos fora de casa, tínhamos muita sorte quando aparecia um director para pagar um posta de bacalhau frito e um copo...

Era, mesmo, por amor à camisola ou à arte. Sentimento que ia dos jogadores aos dirigentes. Rubem recorda um episódio saboroso:

- Certa vez, íamos nós receber o Desportivo de Portugal, do Porto, para um jogo do "Distrital" e um director chamado Laranjeiro foi a Monção comprar uma gaita de foles. Comprou a gaita e arranjou um tocador. Nas vérperas do jogo, no meio da rua, junto de uma grande tabuleta, o homem tocava a gaita e toda a gente parava a ouvir - e lia a tabuleta. Encheu-se o campo e ganhámos o jogo. Depois, fomos ao Desportivo e perdemos, mas foram tantos varzinistas atrás da equipa que metade nem sequer conseguiu entrar no campo!...

Malgueira, "demónio de habilidade"

Na solene cerimónia comemorativa das "Bodas de Ouro" do Varzim, em 1965, quando o director-geral dos Desportos, dr. Armando Rocha, colocou na bandeira alvinegra a Medalha de Bons Serviços desportivos concedida pelo Ministro da Educação Nacional, o estandarte era garbosamente empunhado por um antigo futebolista do clube. José Malgueira, de seu nome.

No Varzim, José Malgueira é tido como uma das suas muitas "relíquias", Na revista que assinalava o cinquentenário, uma das páginas era, exactamente, dedicada a Malgueira, definido como "esse demónio de habilidade que enchia os campos com as suas arrancadas, com os seus driblings e, sobretudo, com o seu apego, a sua luta de coração". E, mais adiante, como "azougado e habilidoso, honesto e sensato". Não era dizer pouco.

Futebolista infantil do Varzim aos 12 anos de idade, ainda nos tempos de arrancada do clube, Malgueira vestiu a camisola varzinista nas décadas de 20 a 30, participando em jogos entre as melhores equipas nortenhas, "com que nos batíamos de igual para igual, só o F.C.Porto é que nos conseguia ganhar, aqui, na Póvoa".

De entre as suas inúmeras recordações desportivas, Malgueira escolheu uma para contar na tal revista do cinquentenário. Aqui a transcrevemos, ipsis verbis:

"Foi passado em Amarante, num dos desafios de bota-fora, para as finais de campeões. Fomos lá, ganhamos. Durante o desafio, houve vários casos, e no fim do jogo, também houve. Mas quando saímos de Amarante e nos julgávamos livres daquele sarilho, ao chegarmos à vila da Lixa, deparámos com uma multidão no meio da estrada. Todos pensámos que eram os de Amarante que nos vinham fazer uma espera. Afinal de contas, com surpresa nossa, as pessoas que ali se encontravam fizeram sinal para pararmos e, em cortejo, com grupos de meninas atirando-nos flores, entrámos na vila da Lixa. Quiseram festejar a nossa vitória sobre os rivais e vizinhos amarantinos. O susto foi enorme, mas compensou..."

Memória florida de José Malgueira, um entre tantos velhos e respeitáveis servidores do Varzim.

22 de março de 2010

Algumas Ideias...

O Presidente do Varzim disse desde o principio da época que faltava 500.000 a 600.000 Euros para levar uma época normal e falou-se muito da venda do Bruno Alves para tapar o buraco, no ano passado foi a venda do Yazalde.

Mas desde essa data que não foi feito nada para arranjar esse dinheiro.

Podia-se fazer uma caderneta de cromos(por ex. como o Freamunde ), arranjar um sorteio de um carro com patrocínios, arranjar pela Póvoa patrocínios e a cobrar cotas, criar no Verão eventos no Estádio e talvez um parque de estacionamento no campo de treinos.

Uma última ideia, era como se fazia antigamente, reunir num jantar alguns empresários e fazer um peditório para arranjar dinheiro.


Enfim, algumas ideias que podiam render ao Varzim receitas, estão sempre à espera da Câmara, da Televisão, do dinheiro do jogo, de vender algum jogador, do treinador fazer algum milagre e vá longe na taça de Portugal e na taça da liga ou então que suba de divisão para apanhar o dinheiro da Televisão.

Enviem também as vossas sugestões...

Não podemos ficar parados, a vêr o nosso Barco afundar...

Ala-Arriba Varzim!!!


Texto de L.M

20 de março de 2010

Formação com dez meses em atraso

Pessoal lá vai mais isto:

"Está instalada a confusão no sector de formação do Varzim. Com dez meses de salários em atraso, treinadores e massagistas ameaçam bater com a porta numa altura em que, entre treinos e jogos, o sector já trabalha com os serviços mínimos. Depois de o clube receber cerca de cem mil euros, verba relativa ao Fundo de Turismo, a Direcção pagou apenas um vencimento, não cumprindo a promessa de regularizar meio ano de salários." Jornal oJogo

Não sei o que dizer...


Qual será o Futuro destes atletas?

17 de março de 2010

Varzim paga um mês de salários e aguarda mais 75 mil euros do subsídio camarário

Excelentes notícias...
Segundo a rádio Onda Viva os jogadores do Varzim receberam um mês de salários, ficando agora 2 meses e meio por regularizar.
Mas, esta semana ainda aguarda-se por mais 75 mil euros referente ao subsídio Camarário, o que poderá vir a pagar mais alguma coisa.

Sem dúvida estas verbas serão um autêntico balão de oxigénio para a tesouraria do nosso clube.
Lembrando também que as verbas do fundo do Turismo não deu para tudo porque, o Varzim não têm só os atletas para pagar, como também os funcionários e treinadores de formação, para não falar do pagamento do PEC que são cerca de 20 mil euros por mês.


Entretanto no próximo dia 25 de Março está marcada no casino da Póvoa o jantar do 94º aniversário do clube.
Onde serão entregues os emblemas de Ouro e Prata aos sócios com 50 e 25 anos de filiação clubística.

Serão ainda entregues os troféus Lobos do Mar.

Falando nos troféus Lobos do Mar, continua em aberto a votação aqui no blog... queremos saber a sua opinião acerca da pessoa(s) indicada(s)que este ano devem receber o Troféu.
O Votação encerra daqui a uma semana.

Texto de L.M

16 de março de 2010

Adeptos Emblemáticos do nosso Varzim

Esta semana, vou falar de um adepto que todos os Varzinistas certamente conhecem.

Professor Eduardo Fernandes:


O professor Eduardo Fernandes é um grande Varzinista, á poucos adeptos como este senhor, sempre presente na vida do nosso clube.

Não falta a um jogo do Varzim em casa.
Acompanha os jogos na bancada central junto ás redes em pé... É verdade, apesar dos seus setenta e tal anos o Professor não consegue ficar sentado.

Este fervoroso adepto do nosso clube é também o grande responsável do Museu do Varzim Sport Club, autêntico “guardião do templo varzinista", não há dinheiro que pague o que este senhor fez e que ainda faz pelo nosso clube, um museu magnífico...

Sinceramente o Prof. Eduardo Fernandes é uma das pessoas que eu mais admiro na família Varzinista...

Á certamente muitas mais coisas por escrever sobre este grande Varzinista, mas aqui fica este pequeno post dedicado a este Grande Varzinista mas sobretudo a este grande Homem.

ALA-ARRIBA VARZIM!!!

texto de Lobos do Mar

14 de março de 2010

Fraquíssima faina em Aveiro!!!



O Beira-Mar começou melhor o jogo, e abriu o activo aos 16 minutos numa jogada em contra-Ataque, Rui Varela a marcar para a equipa da casa.
O Varzim na resposta, numa boa jogada, Paulo Henrique a cruzar para área do Beira-Mar e Bruno Moreira a cabecear á figura do guardião Bruno Conceição.

Nesta altura só dava Varzim,Varzim,Varzim, e Nelsinho com categoria e classe a acreditar mas a rematar ao lado.
Mas num erro da defensiva poveira, e contra a corrente do jogo, Rui Sampaio a fazer os 2-0 para a equipa Beiramarista.
Outra vez o Beira Mar num batimento de um canto, Kanu podia ter feito os 3-0 mas cabeceou ao lado.
O golo que viria a acontecer aos 37 minutos quando Pedro Santos tocou a bola com a mão e o árbrito assinalou grande penalidade, na cobrança Artur não desperdiçou.
O Varzim muito mal nas marcações a vêr o adversário jogar, o Beira-Mar com muita eficácia.

Final da primeira parte, o Beira-Mar a ganhar com justiça, enquanto o Varzim a continuar a dar muito espaço aos Auri-Negros.

Na segunda parte, o primeiro lance e único de perigo deu-se ao minuto 80 após um batimento de um pontapé de canto, nelsinho de cabeça, e Bruno Conceição a responder com uma grande defesa.

Uma exibição para esquecer!!!


Texto de Lobos do Mar

Varzim desloca-se a Aveiro

Depois da vitória frente ao Gil Vicente a equipa Varzinista desloca-se a Aveiro para defrontar a equipa do Beira-Mar.
A equipa aveirense vem de uma vitória frente ao Estoril na passada quarta-feira, jogo em atraso, que terminou com a vitória dos auri-negros por 3-1.
O Beira Mar lidera o campeonato com 40 pontos, mais um que a Oliveirense e mais dois que o Portimonense.
Do lado Varzinista, Eduardo Esteves tem o plantel disponível, à excepção de Telmo devido à acumulação de cartões amarelos.

Fora das quatro linhas, o nosso clube recebeu uma verba a rondar os 100 mil euros proveniente da entrega anual dos subsídios da concessão de jogo.

Nuno Ribeiro, ex.defesa do Varzim e agora director financeiro do clube, disse que haverá lugar a pagamento de salários, mas o dinheiro que chegar não dará para tudo. O plantel Varzinista tem em falta três meses e meio de vencimentos - correspondente a metade do mês de Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro - e, com esta verba, a Direcção deverá liquidar parte dos seus compromissos. Mas existem mais assalariados no clube, logo mais compromissos como frisou Nuno Ribeiro.

Bilhetes

PÚBLICO:

Norte: 7,00€
Sul: 7,00€
P. Lateral: 13,00€
P. Central: 20,00€

Lista de convocados:

Guarda-redes: Marafona e Jefferson.

Defesas: Tiago Lopes, Pica, Pedro Santos, Campinho, Hugo Costa e Caetano.

Médios: Tito, Ruben Saldanha, Nelsinho, André André e Paulo Henrique.

Avançados: Bruno Moreira, Lelo, Mendes, Gonçalo Abreu e Vítor Junior.

Não Convocados por opção: Rui Barbosa, Neto, Augusto, Luca, Rui Coentrão, Mário Cunha, Salvador Agra (estes 3 últimos jogadores embora tenham contrato profissional jogam nos juniores), Danilo e Gonçalo Graça.

Indisponíveis: Telmo (viu o 5º amarelo no último jogo, que foi frente ao Gil Vicente).


ALA-ARRIBA VARZIM!!!

11 de março de 2010

"Mestre" José Pedroto e a sua passagem pelo Varzim

Dezenas de treinadores de muitas origens, escolas e estilos - como de variáveis graus de competência - passaram, ao longo de décadas, pelo comando técnico das equipas de futebol do Varzim. Diversos foram os resultados, as heranças e as memórias que deixaram, nessas passagens duradouras ou fugazes. Não é sujeito de vida fácil, de qualquer modo, nenhum treinador (Cândido de Oliveira, mestre dos mestres, é que sabia e não deixou de o dizer, em verificação factual mas de intuito didáctico, ainda que, ao que se vê, ninguém tenha percebido nada: "O treinador que hoje é bestial é, amanhã, uma besta").

Sucede que houve, no futebol português, um treinador chamado Pedroto, José Maria de Carvalho Pedroto, que ficou como responsável original pela transformação radical da relação futebolística norte-sul, aquilo que em nossos dias sabemos ter sido o fim da hegemonia bicéfala lisboeta e, consequentemente, a entrada em cena, como protagonista - e não mais como comparsa ou elemento de decoração - do F.C. Porto. O atrevimento herético do "Zé do Boné", beirão de Lamego, contagiou a generalidade dos clubes nortenhos, que, hoje, mais do que pedir, aceitam meças dos congéneres do meridião nacional.

O Varzim Sport Club teve a honra e o proveito de, num curto espaço de tempo, contar com José Pedroto no número dos seus. Treinador é andarilho, fogo-fátuo, ave de arribação, mas a questão essencial é outra: um treinador deixa oubra ou não. No Varzim, Pedroto, polémico óbvio mas mestre indiscutível do futebol, deixou obra. Para além da memória de uma personalidade invulgar.

Na revista comemorativa das "Bodas de Ouro" do Varzim S.C., avulta uma entrevista a José Pedroto, "o treinador do cinquentenário". Aí, o entrevistador coloca ao técnico a seguinte pergunta:

"Com a onda de progresso e aperfeiçoamento do futebol nacional, apareceu a profissionalização do atleta. Como encara esta situação?"

E a resposta, decerto pertinente na época, com o sinal da lucidez e da visão premonitória de Pedroto, tem, hoje (2000), um cariz quase arqueológico:

"-Considero ser grande passo para a maioria do nosso futebol, em confronto com o de outros países, que antes adoptaram o profissionalismo, como meio único de melhor aperfeiçoamento físico e técnico, bases em que assenta o desenvolvimento de qualquer desporto, quando se pretende atravessar a barreira do entretenimento, levando o prazer até ao limite máximo da nunca atingida perfeição. Com melhores campos, mais e melhores bolas, melhores botas, superior condição física, mais tempo de lazer (trabalho), outros cuidados médicos, etc., etc., o nível médio do futebol é, forçosamente, mais elevado, com estes métodos em relação com os usados anteriormente, só possíveis pela implantação do profissionalismo, marcado ainda pelo estigma da imperfeição, enquanto não forem devidamente protegidos, corporotivamente, os jogadores de futebol, que só serão verdadeiramente profissionais quando incorporados na orgânica que nos rege."

Interessante é, na mesma entrevista, a opinião expendida pelo mítico homem do futebol no tocante à equipa do Varzim S.C., "vista" antes de ele próprio ter assumido o seu comando:

"- Vi, sempre, na equipa do Varzim, principalmente nos jogos de Campeonato, um grupo de rapazes que se batiam com garra, valentia e determinação, o que impressionava qualquer amante do futebol. Velocidade de bola e de pernas, passes longos e baliza nos olhos. Um estilo, uma toada, enfim, um processo de jogo que visava o aproveitamento total dos jogadores que o clube possuía. Bem estruturado, o Varzim era uma autêntica equipa do Campeonato."

Digna de atenção, enfim, a perspectiva de futuro traçada por José Pedroto, face a um momento de afirmação do clube entre os seus pares:

" - Com as responsabilidades de ordem material já existentes, o Varzim criou outras de ordem moral. Não pode nem deve estagnar, revendo-se na sua ascensão meteórica ao mais alto escalão do nosso futebol, ou adormecendo tranquilamente num lugar ao sol da tabela classificativa, longe dos dramáticos postos de angústica, que geram muitas vezes as desavenças internas e são as verdadeiras causas de ruína económica, autênticos suicídios a que os clubes são lançados, embalados pelo canto da cigarra e esquecidos do humilde exemplo das formigas ...".

Assim cruzou José Pedroto a história do Varzim, deixando, para além de um bom resultado desportivo, uma recordação grata e um legado pedagógico.


Outros treinadores


Porque o futebol é, não o esqueçamos, paixão, exigência de instante, caso de julgamento sumário, com absolvição ou castigo, muitos outros técnicos de nome prestigiado passaram, ao longo dos anos, e com tempos de permanência condicionados pelos resultados, pelo comando das equipas varzinistas envolvidas nas disputas dos campeonatos de vários escalões. Nomes como os de José Valle, Artur Baeta, António Teixeira, Rodrigues Diaas, Joaquim Meirim, Bernardino Pedroto, Washington, Ricardo Perez, Nicolau Vaqueiro, José Maria, Horácio, José Torres, Álvaro Carolino, Henrique Calisto...

Cade um destes técnicos cumpriu, na medida da sua competência, das suas possibilidadees, das condicionares ocasionais - grau de estabilidade geral, valia intrínseca dos atletas à disposição, ambição maior ou menor, capacidade de concorrência - o que da sua acção se exigia ou esperava. Com o Varzim em alta ou em baixa, nas divisões distritais ou nacionais. Uns ficando ligados a subidas de escalão, outros a descidas, muitos indo além ou ficando aquém das expectativas. Medindo-se, regra geral, a eficácia dessa acção pelos resultados conquistados, avulta no vasto leque de treinadores que orientaram equipas varzinistas o nome de António Teixeira. Por um motivo óbvio: foi ele que esteve à frente da equipa que alconçou a melhor classificação de sempre no Campeonato Nacional da I Divisão: o 5º. lugar, na temporada de 1978/79. Tal proeza ficaria a dever-se, fundamentalmente, a um facto inédito da equipa varzinista na I Divisão: não ter perdido um único jogo em casa, o que só teria paralelo, nessa prova, nos casos de F.C. Porto e Benfica. De assinalar, por curiosidade, que o Varzim segurou o seu quinto lugar ao derrotar, na última jornada, o Sporting, treinado por Milorad Pavic, por uma bola a zero. Golo de Albino, para completar a evocação.
A passagem de Joaquim Meirim correspondeu, também, a um período de euforia clubista, sobretudo pelo carácter original e plémico do então emergente treinador saído do desconhecimento para a ribalta do futebol. Meirim voltaria, uma segunda vez, ao Varzim, mas não iria além de três jornadas no comando da equipa.

Um homem deixou marca muito específica no Varzim Sport Club. Artur Baeta, "mestre" Artur Baeta, um homem reconhecidamente vocacionado para a formação de jogadores, para a descoberta e burrilamento - não só desportivo como cívico - de jovens talentos. Responsável, a partir de meados da décadda de 40, pela organização da Escola de Jogadores do F.C. Porto, Artur Baeta daria, episodicamente a sua colaboração ao futebol varzinista. Episodicamente mas de maneira marcante.

10 de março de 2010

QUIM E SIDÓNIO: um somatório de 25 anos com a camisola do Varzim

Muitos, quase intocáveis, foram os atletas que, ao longo de décadas, deram ao Varzim o contributo do seu talento, da sua generosidade e da sua fidelidade sem quebras. Bem sabemos que os tempos eram outros , que não haviam constantes leilões de jogadores e muito menos "lei Bosman", eram apenas tempos em que existia e pesava um valor praticamente desaparecido que se identificava por amor à camisola.
Na década de 70, no espaço de três anos, dois atletas varzinistas despediram-se da actividade em outras tantas festas "de homenagem", que as havia e com motivo sério. Esses dois futebolistas chamavam-se Sidónio Bastos e Joaquim Marques da Rosa, o Sidónio e o Quim, no"seu" mundo da bola. Tais nomes, por extenso, ou abreviados, poucos dirão ou mesmo nada repercutirão nos mais jovens aficionados poveiros, mas, para que rapidamente se ajuíze da importância que tiveram enquanto atletas do Varzim, bastará dizer que, no conjunto, o Sidónio e o Quim envergaram a camisola do Clube durante 35- trinta e cinco! - anos. Sidónio Bastos, que se despediu a 3 de Junho de 1973, foi jogador, e muitas vezes com a braçadeira de "capitão", em 17 épocas consecutivas; Quim, cujo adeus à prática do futebol ocorreu a 25 de Agosto de 1976, esteve em campo com a camisola alvi-negra durante 18 anos.

"Brio profissional, honestidades e correcção" foi a síntese do prof. Rogério Viana para definir Sidónio como futebolista, no discurso oficial da sua festa de despedida, realizada no Estádio poveiro, com a participação, num torneio, das equipas do Salgueiros, do Fafe, do Famalicão e do próprio Varzim. Salientada, ainda, a circunstância de ser Sidónio, na altura o treinador varzinista, em prolongamento de uma exemplar actividade como jogador.
Quim afirmou-se como outra, e enorme, figura de referência varzinista, com muitos dos melhores anos da sua vida ao serviço do futebol e do clube poveiro. Menino-pescador, Joaquim Marques da Rosa, o "Quim", fez-se futebolista e ídolo da Póvoa, defendendo a camisola alvi-negra durante dezoito anos: dos dezasseis aos trinta e quatro. "A sua carreira pautou-se sempre por uma dedicação fervorosa à camisola que envergou e pelo respeito que sempre soube manter por todos quantos, no campo desportivo, teve por opositores, o que lhe granjeou admiração e amizades onde outros só alcançaram animosidades" - lias-se num folheto distribuído pela Comissão encarregue da festa de homenagem e despedida, consubstanciada num "quadrangular" a que deram a sua colaboração as equipas principais do Rio Ave, do Gil Vicente e do Leixões. Matosinhenses e poveiros ficaram empatados no jogo da "final", sucedendo-se uma cena bonita: Quim entregou a taça "José Monteiro Reina" (sócio-fundador do Varzim) ao "capitão" do Leixões, Adriano, mas, por decisão de Joaquim Meirim, técnico matosinhense, o troféu passou, através do filho homenageado, para as mão de Leopoldo, "capitão" varzinista.

Na carreira de Quim, permaneceria a mágoa de nunca ter sido internacional "A". Ficou-se por suplente na selecção "B", num jogo em que Portugal perdeu, em Córdova, diante da Espanha, por 0-3. "Naqueles tempos, aquilo era só para grandes vedetas". O desabafo de Quim, anos mais tarde.

Na época (1976/77) em que Joaquim Marques da Rosa se despediu da actividade de futebolista, três jogadores varzinistas - facto inédito na história do clube - foram chamados aos trabalhos das selecções nacionais: Fonseca (titular na selecção "A", vitória sobre a Dinamarca por 1-0, no Estádio da Luz, na fase de qualificação para o "Mundial"), Festas (titular na Selecção de Esperanças, jogo e vitória por 2-1 no Luxemburgo) e João (convcado para os treinos da Selecção de Esperanças).

9 de março de 2010

Verbas da Zona de Jogo a caminho

Quinta-feira tornou-se na data que 24 entidades com relevância social do município da Póvoa tanto aguardam.

Significa que os subsídios resultantes da concessão da zona de jogo serão finalmente pagos numa cerimónia que habitualmente decorria em Dezembro.
Este ano, a entrega das verbas voltou a atrasar-se e foram várias as instituições locais que se queixaram publicamente de constrangimentos financeiros daí resultantes.

O Varzim Sport Club faz parte do lote de instituições, e vai marcar presença no Salão Nobre dos Paços do Concelho, na quinta-feira, ás 11:30 da manhã.
Nessa altura irão receber os cheques trazidos pelos representantes da Varzim Sol e do Turismo de Portugal.
O Varzim que deverá receber um montante a rondar os 98 mil euros.

7 de março de 2010

VAI UMA ARROZADA DE CABIDELA?

O Varzim entrou melhor no jogo e adiantou-se no marcador, logo aos 8 minutos, num livre de Mendes.
Os Galos responderam, Rui Pedro com 2 lances de perigo para o guardião Marafona.
O Varzim tentava responder em contra-ataque e, Pedro Santos num canto não conseguiu desviar a bola.
As duas equipas foram para as cabines, desenvolvendo na segunda parte, um agradável jogo.
Os Gilistas corriam atrás do prejuízo quando a 10 minutos do final, Rodrigo Galo marcou, num erro da defensiva Alvi-negra.
A partir daí o jogo aqueceu e, ao cair do pano, Gonçalo Abreu marcou para o delírio dos adeptos que compareceram em número considerável(+/- 1500) num tempo de chuva, e que também foram os responsáveis desta vitória.

ALA-ARRIBA VARZIM!!!

5 de março de 2010

Varzim x Gil Vicente

O Varzim recebe este domingo a equipa do Gil Vicente.
Os Gilistas vêm de uma derrota em casa frente ao Desportivo das Aves por 2-0.
Rui Quinta saiu do comando técnico da equipa de Barcelos, depois de uma série de maus resultados.
O novo técnico do Gil Vicente é o Paulo Alves, que estava a treinar a selecção Portuguesa de sub-20.
Paulo Alves regressa então ao clube no qual iniciou a sua carreira como técnico, tendo estado no Gil Vicente entre 2005 e 2008, seguindo-se passagens pela União de Leiria e Vizela.

Este é um jogo importantíssimo e que temos de ganhar, frente a uma equipa que tem mais 2 pontos que nós, ou seja se o Varzim vencer este jogo ultrapassamos o Gil Vicente na Tabela Classificativa.
O Varzim tem de ganhar este jogo, caso contrário fica numa situação ainda mais complicada na classificação.
Para este encontro Eduardo Esteves tem todo o plantel disponível, com destaque para o regresso de Gonçalo Abreu.

Faço um apelo a todos os Varzinistas, para comparecerem em massa no Estádio.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Marafona e Jefferson.

Defesas: Tiago Lopes, Pica, Pedro Santos, Campinho, Telmo e Caetano.

Médios: Tito, Ruben Saldanha, Nelsinho e Paulo Henrique.

Avançados: Bruno Moreira, Luca, Lelo, Mendes, Gonçalo Abreu e Vítor Junior.

Não Convocados por opção: Rui Barbosa, Neto, Augusto, Hugo Costa, Rui Coentrão, Mário Cunha, André André ?, Salvador Agra (estes 3 últimos jogadores embora tenham contrato profissional jogam nos juniores), Danilo e Gonçalo Graça.

Indisponíveis: André André ?


ALA-ARRIBA VARZIM!!!

3 de março de 2010

ANDRÉ, o caxineiro: um ano "mais novo" do que o "seu" Varzim

Houve um tempo em que um certo André mandava, e com senhoria, no meio-campo do Varzim. Não muito alto - cento e setenta e um centímetros exactos -, mas entroncado, peitudo, corria o campo todo e dava-se por inteiro à refrega, com raça inexcedível, roubando bolas, fazendo passes, desdobrando-se em acções defensivas e ofensivas. Era um protagonista, dava nas vistas - e tanto, tão repetidamente, que suscitaria cobiças e levantaria para mais altos voos. No fim da temporada de 1983/84, depois de ter contribuído para uma boa classificação (oitavo lugar) da equipa poveira no Campeonato Nacional, transferiu-se para o F.C. Porto, iniciando um novo capítulo - que seria brilhante - da sua carreira de profissional de futebol.

No Varzim e na gente da Póvoa, André deixou saudades. Ele não era da terra, tinha nascido perto, nas Caxinas, Vila do Conde, e começou por vestir, nos infantis, a camisola do Rio Ave, mas a qualidade do seu futebol, o seu espírito combativo, o seu sentido de jogo colectivo iriam provocar a viagem, curta em distância mas enorme em significado, para o Varzim. Com 17 anos de idade, era ainda júnior mas, já, com estatuto de profissional. Problemas de "verbas" provocaram uma ruptura, esteve uma época sem jogar, ingressão no Ribeirão, voltou ao Varzim e ficou. Por uns anos.

Sério, pundonoroso, de uma simplicidade convicta, amigo de conquista fácil para os que da amizade têm o melhor entendimento, André entregaria parte do coração à Póvoa e ao seu mais representativo clube. Fez-se, tanto quanto possível, poveiro. Afinal, o mar, seu cenário inicial de trabalho e ganha-pão, continuava ali ao lado.

Nascido em véspera de Natal - 24 de Dezembro de 1957 -, António dos Santos Ferreira André daria, aos 27 anos de idade, um salto qualitativo, profissionalmente falando, com outra viagem curta, que o levaria ao Porto e ao clube das Antas. Fez a sua primeira épca com a camisola azul-branca em 1984/85, sob o comando de Artur Jorge. O jogo de estria foi, log, de cariz europeu, ainda que a nível particular: integrou a equipa dos "dragões" que, no Estádio das Antas, a 8 de Agosto de 1984, em desafio de pré-temporada, defrontou e derrotou o Metz, de França, por três bolas a zero. Foi, de imediato, campeão nacional (participando em 18 jogos e marcando dois golos). Pouco mais de um ano decorrido, a 18 de Setembro de 1985, teria a sua primeira experiência oficial europeia, defrontando e vencendo o Ajx (2-0) na Taça dos Campeões. E seria bi-campeão nacional. Por junto, esteve em seis títulos nacionais e duas "Taças" de Portugal, foi campeão da Europa de clubes, ganhou a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental (título oficioso de campeão mundial de clubes).

Peça valiosa na prestigiada equipa portista, André seria chamado à Selecção Nacional: por dez vezes envergou a camisola das quinas. Em todos estes triunfos bateu o coração de um varzinista e de um poveiro adoptivo.

A carreira de André, como futebolista, terminou aos 35 anos de idade, na temporada de 1994/95. Deixando o jogo activo, não abandonou, porém o futebol: André tinha muito que ensinar e fez-se treinador.

No dia 17 de Fevereiro de 1997, o Varzim Sport Clube deslocou-se ao Estádio das Antas para defrontar o F.C. Porto, em jogo a contar para a Taça de Portugal. António André, técnico-adjunto de António Oliveira no grupo de trabalho "azul-branco", viu em campo defrontarem-se dois amores da sua vida de futebolista e, numa tarde, reviveu a sua própria história. Uma história que seria enriquecida três meses depois, ao ver o seu nome inscrito na conquista do tricampeonato pelos "dragões".

Homem do mar que, tranquilamente, regressou às raízes - que também as há nas águas -, António André tem dobradas razões para se lembrar do tempo em que vestiu a camisola poveira: nascido num 24 de Dezembro (de 1957), cada aniversário seu precede de um dia o aniversário do Varzim Sport Club, deitado ao mundo a 25 de Dezembro (de 1915). "Sou mais novo do que o Varzim quarenta e dois anos e um dia" - poderá, sempre, dizer André.

Retirado do blog Glórias do Passado

1 de março de 2010

GLÓRIAS DO PASSADO

Em meados da década de 70 surgiu no futebol português um defesa central de nacionalidade brasileira que impressionava, sobretudo, pela forte compleição física e pela capacidade de marcação. Washington é um nome conhecido em Portugal, essencialmente, pelos anos que jogou Varzim SC, embora também tivesse representado outros clubes nacionais ao longo da sua passagem pelo nosso país.
Passagem essa que acabou por tornar-se definitiva, pois o brasileiro Washington, terminada a carreira de futebolista, permaneceu em Portugal, passando a desempenhar funções de treinador, sobretudo, na área da formação de futebolistas.

O brasileiro Washington Geraldo Dias Alves, nasceu no dia 3 de Setembro de 1947 na localidade de Barão de Coçais, no Estado de Minas Gerais. O seu percurso futebolístico, claro está, começou no futebol brasileiro onde se notabilizou ao serviço do CR Flamengo.

Washington, bastante jovem, representou o popular CR Flamengo desde o ano de 1969 até finais de 1971. Ao serviço daquele grande clube, o defesa Washington realizou um total de 85 jogos, acabando por conquistar, com maior relevância, a Taça Guanabara de 1970.
Fez a sua estreia oficial com a camisola do “Fla” no dia 19 de Novembro de 1969, num encontro entre o CR Flamengo e o S. Paulo FC, em que a formação do Rio de Janeiro foi derrotada, em casa, por 1-4.

Naquela altura, este jovem defesa brasileiro era uma das maiores revelações do “Mengão”, mas Washington era também bastante conhecido por ser irmão de Geraldo Cleofas Dias Alves, um futebolista da década de 70, a quem muitos auguravam enorme futuro e que viria a falecer, inesperadamente, durante uma operação as amígdalas.

Entretanto, em 1974, surge a oportunidade de Washington viajar para Portugal para representar o SC Espinho, o mais novo primodivisionario do futebol português. A equipa espinhense participaria pela primeira vez na sua história no Campeonato Nacional da 1ª Divisão na temporada de 1974/75.

O defesa central Washington foi um dos principais reforços do SC Espinho treinado pelo técnico português Fernando Caiado. Chegou ao clube como um jogador muito experiente e cotado, sobretudo, pela passagem pelo CR Flamengo, tendo formado com Valdemar a dupla de defesas centrais do SC Espinho ao longo da época de 1974/75.

Washington fez 24 partidas no Campeonato Nacional da 1ª Divisão ao serviço do SC Espinho, no seu ano de estreia no futebol português, tendo apontado 3 golos na prova. A equipa do SC Espinho é que não foi muito feliz, acabando por ser relegada à 2ª Divisão Nacional, já que não conseguiu escapar ao último lugar da classificação geral.

Permanecendo ao serviço do SC Espinho, Washington jogou a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional na temporada der 1975/76. A equipa espinhense não conseguiu o regresso ao convívio dos grandes acabando por terminar a prova somente no 9º lugar da tabela classificativa.

Apesar de um ano no segundo escalão do futebol nacional, as capacidades do defesa Washington conseguiram convencer, no caso, o Varzim SC, um clube a militar na 1ª Divisão Nacional, que o contratou no inicio da época de 1976/77. Começava aqui e assim uma relação historia entre o defesa brasileiro Washington e o popular clube da Povoa do Varzim.
Este ingresso no Varzim SC significava, então, o regresso de Washington à 1ª Divisão Nacional. Durante a temporada de 1976/77, onde a equipa varzinista, comandada por António Teixeira, foi uma das sensações da época, o defesa Washington jogou 19 jogos no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, sem marcar qualquer golo.

(Equipa do Varzim SC na época de 1976/77)

(No Varzim SC na temporada de 1976/77)

(Washington no Varzim SC)

(Wasington com o equipamento alternativo do Varzim SC)

(Em 1976/77 como suplente do Varzim SC)


(No Varzim SC na época de 1976/77)

Não sendo considerado titular indiscutível, logo no final da temporada de 1976/77 deixou a Povoa do Varzim e foi reforçar o arqui-rival Rio Ave FC, a militar na 2ª Divisão Nacional, Zona Norte, na época de 1977/78.

Realizou uma excelente temporada ao serviço do clube verde branco, pelo que, regressou novamente à equipa do Varzim SC na temporada de 1978/79. Mais uma fantástica temporada da equipa poveira no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, ainda sob a alçada técnica de António Teixeira, alcançando agora a proeza de terminar a principal competição nacional no 5º lugar da classificação geral.


(Plantel do Varzim SC na temporada de 1978/79)


(Washington no Varzim SC)

Desta feita, Washington foi, praticamente, sempre titular na equipa do Varzim SC. Jogou 23 jogos no nacional maior e marcou 2 golos na competição. Um desses tentos apontados pelo defesa Washington, curiosamente, foi marcado frente ao Vitoria SC, como o golo do triunfo logo na jornada inaugural do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 1978/78.

No Estádio da Povoa do Varzim, a equipa varzinista e o Vitoria SC davam o arranque oficial para a principal competição nacional de futebol. Numa tarde de Agosto de 1978, de intenso sol de verão e num recinto repleto de adeptos vitorianos, a equipa vimaranense, com grande objectivos para aquela época, não conseguiu obter um resultado positivo.


(Equipa do Varzim SC na época de 1978/79)

(Washington no Varzim SC)

O Varzim SC acabou por vencer o Vitoria SC por 1-0, com um golo marcado pelo defesa brasileiro Washington, que acabou sendo considerado com um dos melhores jogadores em campo.

O golo decisivo, como se disse, foi apontado por Washington à passagem do minuto 62, na conversão de um livre directo na zona frontal à baliza do Vitoria SC. Washington desferiu um violento remate que bateu, de forma indefensável, o guardião vitoriano Melo.

(Equipa do Varzim SC na época de 1978/79)
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Alem da potência do seu remate, Washington era um defesa muito famoso, essencialmente, pela forte compleição física e capacidade de choque. Intransponível no jogo aéreo, combativo e duro na marcação, este defesa brasileiro típico era, contudo, lento o que lhe causava sempre inúmeras dificuldades quando o adversário era um jogador rápido.
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Algo surpreendentemente, Washington deixou novamente o Varzim SC no final da fantástica época de 1978/79 para regressar ao Rio Ave FC, agora a militar também na 1ª Divisão Nacional depois de vencer a denominada Liguilha de acesso ao primeiro escalão.

Foi, contudo, uma época conturbada para o clube vilacondense que redundou na descida de divisão, fruto do último lugar na tabela classificativa da 1ª Divisão Nacional portuguesa.

Entre vários técnicos que passaram pelo comando da equipa nenhum fez de Washington um titular indiscutível, por isso, o experiente defesa brasileiro jogou somente 16 jogos no Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 1979/80, não tendo apontado qualquer golo.

No final da época de 1979/80 deu-se nova mudança de clube para Washington. Agora, foi jogar para a 3ª Divisão Nacional, Série B, reforçando a equipa do Lusitânia FC, o clube de Lourosa que tinha acabado de descer da 2ª Divisão Nacional ao terceiro escalão do futebol português.

A equipa de Lourosa apostava fortemente no regresso ao segundo escalão, contratando, para o efeito, vários jogadores experientes e com qualidade bem superior aquele patamar.

Não foi, porém, bem sucedido o Lusitânia FC na temporada de 1980/81, acabando a época apenas na 3ª posição da tabela classificativa da sua série, não conseguindo assim o tão ansiado regresso à 2ª Divisão Nacional.

Era, contudo, claro que Washington não era um jogador para actuar naquele escalão. Apesar dos 34 anos de idade o jogador ainda daria mostras que tinha capacidade suficiente para actuar noutro nível.

Surge então, novamente, no Varzim SC no início da época de 1981/82. Disputando a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional, numa luta titânica com o SC Salgueiros pelo 1º lugar, Washington foi decisivo para o sucesso da equipa poveira.

O 1º lugar na classificação final da Zona Norte da 2ª Divisão Nacional permitiu ao Varzim SC e ao brasileiro Washington o regresso ao convívio dos grandes do futebol português.


(Plantel do Varzim SC na época de 1981/82)


(Washington no Varzim SC)


(Equipa do Varzim SC na temporada de 1981/82)


(Novamente no Varzim SC)



(Equipa do Varzim SC na temporada de 1981/82)

Na época de 1982/83 e na seguinte de 1983/84, Washington formou com o ex vitoriano Torres uma dupla de defesas centrais de grande categoria. Em ambas as temporadas o Varzim SC conseguiu a manutenção no primeiro escalão nacional.

Apesar da veterania, Washington foi sempre titular indiscutível na equipa poveira. Na temporada de 1982/83, a época do regresso à 1ª Divisão Nacional, Washington jogou 30 jogos e apontou 1 golo, revelando um jogador importantíssimo na carreira da equipa, sendo, juntamente com o guardião Lúcio e o jogador Vitorino, totalistas no Varzim SC.


(Plantel do Varzim SC na época de 1982/83)



(Washington no Estádio da Luz em 1982/83)



(Jogadores do Varzim SC na época de 1982/83)

A época correu com relativa normalidade até à penúltima jornada, altura em que, quando nada fazia prever pela temporada que a equipa vinha realizando, o Varzim SC viu-se em riscos de descer de divisão.
Após cinco derrotas consecutivas, o Varzim SC apenas na última jornada da prova conseguiria garantir, matematicamente, a manutenção na 1ª Divisão Nacional, afinal, o grande objectivo do clube.


(Equipa do Varzim SC na época de 1982/83)


(Washington no Varzim SC)

(Washington liderando o grupo durante um treino)

Já naquela que foi a ultima temporada de Washington como futebolista profissional no Varzim SC, em 1983/84, o clube poveiro voltou a ser uma das boas sensações do Campeonato Nacional da 1ª Divisão.

Sob o comando técnico de José Torres, o Varzim SC classificou-se no 8º lugar da principal competição nacional, enquanto o veterano Washington tornou a ser fundamental na campanha da equipa, actuando em 25 jogos da prova e apontado 1 golo.


(Plantel do Varzim SC na época de 1983/84)


(Washington no Estádio da Povoa de Varzim)

(Em acção ao serviço do Varzim SC)


(Plantel do Varzim SC na temporada de 1983/84)

(No Varzim SC na época de 1983/84)


(Washington no Varzim SC)


(Equipa do Varzim SC na temporada de 1983/84)


(Caricatura de Washington com as cores do Varzim SC)

Terminada a carreira de futebolista, Washington passou às funções de treinador. Comandou pequenos clubes da zona norte do país, como o SC Vianense em 1999/00 ou o FC Tirsense na temporada de 1997/98, mas seria ao serviço do Varzim SC, essencialmente, na formação, que o brasileiro, agora naturalizado português, mais dedicou toda a sua experiência como futebolista.

(Washington)

O seu nome voltou a estar na ribalta do futebol português quando os seus filhos, Geraldo e o internacional “A” Bruno Alves, sobretudo este último, tornaram-se famosos, aparecendo então Washington, não apenas como pai destes jogadores, mas também como empresário.

(Washington com os filhos Bruno e Geraldo)

(Washington)

Retirado do Blog Glorias do Passado