28 de setembro de 2011

ÉPOCA 1997/1998 – "A MULHER GORDA PARA MIM NÃO ME CONVÉM"

(Porquê este título?)



A época de 1997/1998 marca o regresso do Varzim Sport Club ao escalão maior do futebol português 9 anos depois.
Um regresso fugaz já que o clube acaba em 17º lugar com 29 pontos mais 5 pontos que o 18º Belenenses e menos 6 que o 16º o Chaves e por isso despromovido. O Chaves viria a manter-se na 1ª Divisão beneficiando da descida administrativa do Leça condenado no chamado “Guimarogaite", popularizado pelos "quinhentinhos" e referente ao jogo Leça-Ac. Viseu (1992/93) para apuramento do campeão nacional da II Divisão, cujo resultado (3-0) foi referenciado no texto de acusação como tendo sido falseado através da intervenção decisiva do árbitro, nomeadamente "ao ordenar, sem fundamento, em tempo de compensação no primeiro período, a marcação de uma grande penalidade" contra os viseenses.

Falar desta época obriga a falar do ciclo que se iniciara anos antes, após a queda do clube na então 2ª Divisão B, e em 5 nomes: Lídio Marques, Horácio Gonçalves, André, Miranda e Lito. Na verdade, nesta altura o Varzim encontrava-se em situação de vazio directivo e era Lídio Marques que com a coragem e força tão próprias de um grande Varzinista assumia a presidência de uma Comissão Administrativa que geria os destinos do clube.
No banco, o comandante chama-se Horácio Gonçalves, que terminara a carreira de jogador em 1993/94 no Varzim onde esteve 3 épocas. Horácio assume o comando técnico do Varzim em 1994/95 e até à época de 1997/98, comandando o Chaves na época seguinte. Regressa posteriormente ao Varzim em 2004/05 para ficar até 2006/07.
Atravessando uma fase complicada e com jovens de enorme valor saídos dos escalões de formação, como Miguel e Alexandre o Varzim por estes anos vê regressar a casa 3 jogadores de créditos firmados no futebol português, com larga experiência na I Divisão, formados no clube e com grande amor a camisola: André, Miranda e Lito. A estes três nomes pode ainda acrescentar-se o nome de Tomás, que mesmo não tendo sido primeira opção conta com experiência e anos de primeira divisão com passagem pelo Benfica. Pela sua experiência, qualidade e enorme varzinismo estes 3 homens, vêm juntar-se a nomes como Miguel, Alexandre ou Paulo Piedade que formados ou não no clube personificam na perfeição a Alma e Raça deste clube e garantem que estava de volta o Orgulho e a Vida que do campo se transpunham para as bancadas.
A todos eles, um obrigado e um bem-hajam.
Voltando á época de 1997/1998 o Varzim encara um novo e exigente desafio. Nas comemorações da subida de divisão Lídio Marques reforça isso mesmo ao afirmar de forma realista que será altura de equacionar o futuro em termos muito sérios, porque nem só de mística e vontade se fazia um clube para o que aí vinha.
Para enfrentar as exigências do escalão maior o Varzim mantém a espinha dorsal das duas épocas anteriores culminadas com duas subidas consecutivas, perdendo das peças preponderantes apenas o brasileiro Milton Cacioli para o Vizela, homem com larga experiencia na 1ª Divisão ao serviço de clubes como Gil Vicente, Farense ou Braga e que dividira na época anterior de forma preponderante as tarefas a meio campo e ataque com Miranda, e Celestino que termina a carreira e que nos anos anteriores foi alternativa sólida á dupla Alexandre/Slagalo.
Da espinha dorsal da equipa mantêm-se na baliza o poveiro Miguel, na defesa André, Alexandre e Slagalo (carinhosamente apelidado pela Bancada Sul de “Tone Galo”, essa ferrenha bancada que durante épocas utilizava o refrão de uma conhecida telenovela da altura “Ráá-Réé-Rii-Róó-Ruuuuuuaaa” sempre que um jogador da equipa adversária era expulso na Póvoa) e as opções válidas Ribeiro e Castro.
No meio-campo, continuam no plantel Lito, Miranda, Paulo Piedade, três nomes fundamentais como motores da manobra da equipa no centro do terreno nas duas subidas de divisão e que suportavam o repentista e creativo Lino, ou Adelino Lopes Lino como era conhecido no famoso jogo Championship Manager (chegara umas épocas antes dos juniores do F.C.Porto) e que tantas vezes fora acusado de só jogar pela sombra, uma “inverdade” que, na 2ª Divisão B, não o impediu de concretizar um hat-trick na vitória por 7-0 ao Desp. Beja,
na fase final de apuramento do Campeão Nacional da II B 1995/1996. Lino viria sair no final da época para o Marítimo onde fez carreira durante 5 anos como defesa direito. Nas opções continua Murdock, que sofre uma lesão grave num particular de inicio de época com o Rio Ave (na temporada anterior o azar, no mesmo jogo, batera à porta de Serrinha), um jogador a quem era reconhecido tanto talento quantos os “parafusos a menos” e de quem se diz terá, possivelmente, passado ao lado de uma carreira melhor.
No ataque mantêm-se o matador Rui Alberto, melhor marcador do campeonato anterior com 11 golos, tal como o poveiro Zacarias, que era rapidíssimo e decisivo em tantos jogos das duas campanhas anteriores.
No que diz respeito a reforços, o Varzim procura preparar-se bem e parte em busca de reforços da forma mais criteriosa possível. À partida, pela experiência, trajecto e números, os reforços entusiasmam. Mas na prática, nem todos correspondem.

Assim, são reforços para a temporada:

- Brassard: contratação mais sonante. Formado no Sport Lisboa e Benfica e Campeão do Mundo de Riade em 1991 ao lado de nomes como Peixe, Jorge Costa, Rui Costa, João Pinto ou Luís Figo. Seria titular mas sairia para o Vitoria de Setúbal onde acabaria a carreira alegando uma lesão de índole profissional.
- Quim Machado: o actual treinador do Feirense era um defesa forte e experiente com passagens por Chaves e Guimarães antes de chegar ao Varzim e muito antes de avançar no terreno para se tornar numero 10 do Dudelange do campeonato do Luxemburgo, nos últimos anos da sua carreira. Sairia no final da época para o Campomaiorense.
- Sérgio Lavos: mais um defesa/médio experiente vindo do Sporting de Espinho e com larga passagem pelo União da Madeira no escalão máximo. Sairia no final de época para o Belenenses e mas tarde para a Naval onde termina a carreira. Voltaria ao Varzim em 2004/2005 como adjunto do treinador Abílio Novais que não terminaria a época.
- Luizão: defesa muito forte fisicamente vindo do Vitória de Guimarães onde não havia sido dos mais utilizados. No Varzim foi utilizado tanto no eixo da defesa como na posição de médio defensivo, sem grande destaque. Sairia no final da época para o Chaves.
- Mariano: formado no Futebol Clube do Porto chega do Salgueiros tendo feito parte da selecção nacional sub-20 de 1995 no Mundial do Qatar ao lado de nomes como Quim, Nuno Gomes, Beto ou Dani e que foi eliminada por 1-0 pelo Brasil nas meias finais. Sairia no final da época para o Marítimo onde permaneceria 3 anos ate regressar de novo ao Varzim em 2001/2002.
- Cristiano: brasileiro formado no Vasco da Gama e descoberto através da Casa dos Poveiros no Rio revelou-se uma opção válida sempre que entrou nos 11 jogos como suplente que disputou embora não tenha tido muitas hipóteses já que o meio campo da equipa era claramente o sector mais forte e que vinha entrosado das épocas anteriores. Regressaria ao Vasco da Gama no final da época.
- Ricardo Nascimento: pintor nas horas vagas, era um criativo, um génio e como todos os génios tantas vezes incompreendido e outras tantas incompreensível. Terá sido assim a sua passagem no Varzim, por empréstimo do Boavista numa época em que divide o futebol com o serviço militar obrigatório o que influenciou o seu desempenho que ficou claramente aquém do que se esperava. No final da sua passagem pela Póvoa afirma que Varzim e Leixões são clubes ímpares e com massas associativas sem igual. Sairia no final da época para o Desportivo das Aves. Mais tarde viria a ter passagens por Montpellier e Coreia do Sul mas, recuperado por Carlos Brito vem a destacar-se realmente no Rio Ave, ficando sempre um amargo de boca ao vê-lo jogar. Se alguém podia ter tido uma carreira ao nível dos melhores esse alguém era Ricardo Nascimento.
- Pedro Renato: pequeno avançado (1,67m) foi uma esperança do futebol das categorias de base do Vasco da Gama e descoberto através da Casa dos Poveiros no Rio. Ao chegar desafia Jardel, melhor marcador do ano anterior: “Se Jardel marca 30 eu marco 31” afirma. Marca um…e de cabeça. Foi este o seu registo ao serviço do Varzim e por isso regressaria a casa no final da época.
- Marcos Severo: uma das contratações mais entusiasmantes para os adeptos varzinistas. Alto, forte e possante, na época anterior, ao serviço do Salgueiros de Carlos Manuel revela-se a arma secreta da equipa e lançado no decorrer dos jogos (24 Jogos como suplente utilizado) acaba o campeonato com 10 golos, 9 dos quais como suplente. A sua performance em 1996/1997 entusiasmava, no entanto o seu desempenho fica aquém e marcado por lesões pelo que não termina a época e em Janeiro regressa ao Salgueiros onde acaba o ano sem glória para então regressar ao Brasil.
- Lamin Conteh: Chega ao clube em Janeiro, emprestado pelo Boavista e para substituir Marcos Severo. Em meia época faz 5 Golos e revela-se uma arma importante para o Varzim pela sua rapidez no contra-ataque. Emprestado, sairia no final da época para os Emiratos Árabes Unidos .
Também nesta época, a aposta nas camadas jovens, como é, como sempre foi e sempre será apanágio do Varzim Sport Club mantem-se e nesta época passam a trabalhar com os seniores os jovens Luis Miguel (médio), Bruno Novo (médio ofensivo/extremo) e Rui Maçães (médio centro), este último irmão de Bino médio que fez carreira no Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal com passagem pelo Tenerife, de Espanha. Os jovens não têm muitas oportunidades na época de 1997/1998 mas nas 2 temporadas seguintes são apostas mais firmes, principalmente os dois últimos.

O Varzim iniciou a temporada em casa frente ao campeão nacional, o Futebol Clube do Porto, e foi derrotado por 2-0 (ver video). No final do jogo, o presidente do clube portista, Jorge Nuno Pinto da Costa afirmava à RTP que tinham vencido num terreno muito difícil, onde não iria ser fácil passar e onde muita gente haveria de perder pontos. Infelizmente, não foi assim.
Na 3ª jornada e depois de um derrota na primeira jornada e um empate na 2ª jornada (empate a zero na Reboleira diante do Estrela da Amadora) o Varzim recebe e bate por 1-0 o Leça com um golo de Zacarias.
À 5ª jornada o Varzim recebe em casa e bate o Vitória de Setúbal novamente por 1-0 com um golo de Slagalo.
À 7ª jornada o Varzim recebeu o rival Rio Ave e foi derrotado por 1-3 com o golo poveiro a ser apontado por Marcos aos 37 minutos na própria baliza e os golos do Rio Ave a serem apontados por Emanuel (em 2004/2005 chegaria ao Varzim que viria a capitanear), Luís Coentrão e Quinzinho já nos descontos num jogo onde sobressaiu claramente o costa-marfinense Dibo.
À 8ª jornada o Varzim deslocou-se ao antigo Estádio de Alvalade para defrontar o Sporting Clube de Portugal arrancando um empate a uma bola, com o golo da equipa da casa a ser apelidado pela imprensa de “golo fantasma” já que foi unânime a opinião de que o remate de Pedro Barbosa não ultrapassou a linha de golo (ver video).
Na 9ª jornada é a vez do Varzim receber e bater por 1-0, mais uma vez, o Sporting de Braga com um golo de Paulo Piedade.
Na 12ª jornada o Varzim deslocou-se a Guimarães para enfrentar ao Vitória local tendo sido derrotado por 5-0 num jogo em que apesar do resultado ficou bem patente a marca da massa associativa do Varzim que não se calou durante 1 minuto mesmo depois do 5º golo da equipa da casa e que levou a que Paulo Piedade, aos microfones da Rádio, se dirigisse aos adeptos pedindo que apoiassem sempre como naquele jogo e que nunca em lado algum algum jogador deveria conseguir sentir o que ele sentiu, jogar fora, ser goleado e ouvir até ao apito final os adeptos puxarem pela equipa.
À 14ª jornada foi a vez do Varzim se deslocar ao antigo Estádio da Luz para defrontar a equipa da casa, o Sport Lisboa e Benfica tendo sido derrotado por 4-0 (derrota mais volumosa fora n o campeonato) com um poker de Nuno Gomes, o último dos quais da marca de grande penalidade.
Na 17ª jornada o Varzim recebe o Belenennses e vende por 2-1 com golos de Paulo Piedade e Slagalo. Carrasqueira haveria de fixar o resultado final para o clube da cruz de Cristo.
Na primeira jornada da 2ª volta, o Varzim defrontou o Futebol Clube do Porto em sua casa e saiu derrotado por 4-3 com os golos do Varzim a serem apontados por Conteh, Zacarias e Lino num jogo marcado pelas constantes perdas de tempo da equipa da casa a partir do 4º golo aos 80 minutos da autoria de Rui Barros.
Na jornada 21, o Varzim consegue a sua vitória mais folgada ao derrotar em casa o Campomaiorense por 3-0 com golos de Slagalo, Miranda e Conteh.
À jornada 25, o Varzim recebe o Sporting em sua casa e é derrotado por 1-0 com golo de Edmilson.
Na 27ª jornada é a vez do Varzim receber e bater o Farense, mais uma vez por 1-0 com um golo de Lino na transformação de grande penalidade. Seria a última vitória do Varzim para o campeonato, num jogo disputado nos últimos dias de Março.
Na jornada 33, o Varzim é derrotado em casa por 4-0 (derrota mais volumosa em casa no campeonato) pelo Marítmo com golos de Romeu (2), Fonseca e Herivelto.
O último jogo do campeonato foi contra o Belenenses, no Restelo, e resultou numa derrota por 1-0 com golo de Caetano aos 5 minutos na marcação de uma grande penalidade.

A temporada não foi feliz para o Varzim que, nos 34 jogos, somou apenas 6 vitórias, 11 empates e um total de 17 derrotas marcando 26 golos (média de golos marcados: 0,76/jogo) e sofrendo 51 (média de Golos Sofridos: 1,5/jogo). A situação torna-se bastante mais clara se verificarmos que o Varzim venceu apenas 1 dos seus últimos 13 jogos da época (vitória por 1-0 ao Farense em casa) e que desde aí, nos últimos 7 encontros, sofreu 6 derrotas e um empate (empate a 0 em casa como Sport Lisboa e Benfica) até final do campeonato.
Relegado para a II Divisão de Honra o Varzim Sport Club haveria de voltar à 1ª Divisão em 2001/2002.
Na Taça de Portugal, o Varzim Sport Club cai aos pés do Sporting Clube de Portugal na 5ª eliminatória, numa derrota por 3-0 (ver video) construída no prolongamento depois de um empate a zero no final do tempo regulamentar.


Terminamos assim, esta primeira edição do "Orgulho no Passado" da melhor maneira.

Na próxima semana, colocaremos aqui, declarações de alguns jogadores que envergaram a camisola do Varzim na época 97/98. Uma boa semana a todos os Varzinistas!

Texto de Ricardo Campos

13 comentários:

Ricardo Moreira disse...

Muito bom e interessante artigo. Porém acho que está um pouco extenso e quando se lê um texto assim no ecrã, temos tendência a não ler tudo. Tentem resumir um pouco mais da próxima vez, e assim não só garantem que a mensagem passa com maior eficácia, como também podem reservar alguma informação extra para expor no futuro ;)

Lobos do Mar disse...

E tivemos de reduzir muito texto, nomeadamente as declarações de alguns atletas que envergaram a camisola do Varzim nessa época. Declarações, que vamos colocar na próxima semana semana. SAUDAÇÕES VARZINISTAS

juvenal disse...

Saudades desses tempos! A bancada topo sul era o pesadelos dos guarda redes!

Anónimo disse...

É preciso acreditar que melhores dias virão! Todos ao estádio!!!!!!! Vamos fazer o inferno às equipas que cá venham jogar,assim será muito mais dificil perdermos pontos em casa!
o jogo e dentro e fora das 4linhas

ALA ARRIBA MEU VARZIM

Anónimo disse...

Então malta, ninguém sabe o porquê desta música se identificar com esta equipa? Eu estou curioso!

Anónimo disse...

Conteh, fez jogos muitos bons e era um menino...

Quanto aos juniores dessa altura luis,maçães e bruno novo só o bruno deu alguma coisa..

O maçães até poderia dar mas a vaidade... (é o problema de muitos)

Lembro-me perfeitamente de sair no jornal uma entrevista ao maçães e a partir desse dia deixou de falar para o pessoal da turma dele lol cromo valente.

Anónimo disse...

A música, "Mulher gorda" passava sempre antes da equipa do Varzim entrar em campo, daí ter muito significado, para eles, e também para nós adeptos.

Canoa disse...

A musica passava sempre o Varzim marcava um golo , essa tradição surgiu durante os tempos que disputava-mos da 2ª divisão b , aonde novamente nos encontramos .

Anónimo disse...

TODOS A VIZELA PESSOAL
DOMINGO VAMOS MOSTRAR QUE O VARZIM ESTA BEM VIVINHO TODOS A VIZELA

DE CARRO MOTA AUTOCARRO AVIAO OU ATE DE BARCO :D


FORÇA VARZIM EU SEI TI NAO SEI VIVER

Anónimo disse...

Gostei do artigo!! Bons velhos tempos em que o nosso VSC "metia medo" e impunha respeitos em qualquer campo e a qualquer equipa! Porém e muito infelizmente parece-me que enquanto o Sr. Lopes de Castro e toda a sua comandita estiverem à frente do clube tempos destes só os recordaremos com saudade, tamanha é a sua imcopetência e irresponsabilidade... Mas parábens pelo artigo, esta muito interessante!

PS- Penso que apenas tens um erro em todo o artigo. Se a memoria não me falha (e acho que não falha mesmo!) o Sergio Lavos foi adjunto do José Dinis e não do Abílio Novais.

Anónimo disse...

"Na 12ª jornada o Varzim deslocou-se a Guimarães para enfrentar ao Vitória local tendo sido derrotado por 5-0 num jogo em que apesar do resultado ficou bem patente a marca da massa associativa do Varzim que não se calou durante 1 minuto mesmo depois do 5º golo da equipa da casa e que levou a que Paulo Piedade, aos microfones da Rádio, se dirigisse aos adeptos pedindo que apoiassem sempre como naquele jogo e que nunca em lado algum algum jogador deveria conseguir sentir o que ele sentiu, jogar fora, ser goleado e ouvir até ao apito final os adeptos puxarem pela equipa."


Eu estive nesse jogo, num ambiente completamente hostil, cantamos o jogo todo, a cada jogo sofrido cada vez apoiavamos mais, o que deixava os jagunços furiosos...

1 autocarro da BAN foi la e foi com estes 50 companheiros que tivemos uma das nossas melhores deslocações de sempre...

Quem se lembra da musica?

"Viemos a praia oh oh oh oh oh"....

Sócio 3423 disse...

Caro anónimo das 16:08,

Obrigado pelo reparo. É possível, de facto, que tenha sido com José Dinis. Sinceramente não me recordo e pensava ter sido com Abílio Novais. Fica a correcção. Obrigado.

Caro anónimo das 18:09,

O ambiente foi completamente hostil de facto, agravado com aquele resultado.
Já não me lembrava do "Viemos à praia oh oh oh oh" mas foi de facto muito cómico, bem enquadrada na altura e muito mal recebida pelos sócios do Vitória que retribuíram com "Quem não salta é peixeiro"...Grande ambiente como sempre em Guimarães, verdade seja dita.


Um abraço a todos,

Ricardo Campos

Canoa disse...

Esse jogo contra o guimarães foi na época 2001/2002 e não na época 97/98. NUNO KWAY