10 de março de 2010

QUIM E SIDÓNIO: um somatório de 25 anos com a camisola do Varzim

Muitos, quase intocáveis, foram os atletas que, ao longo de décadas, deram ao Varzim o contributo do seu talento, da sua generosidade e da sua fidelidade sem quebras. Bem sabemos que os tempos eram outros , que não haviam constantes leilões de jogadores e muito menos "lei Bosman", eram apenas tempos em que existia e pesava um valor praticamente desaparecido que se identificava por amor à camisola.
Na década de 70, no espaço de três anos, dois atletas varzinistas despediram-se da actividade em outras tantas festas "de homenagem", que as havia e com motivo sério. Esses dois futebolistas chamavam-se Sidónio Bastos e Joaquim Marques da Rosa, o Sidónio e o Quim, no"seu" mundo da bola. Tais nomes, por extenso, ou abreviados, poucos dirão ou mesmo nada repercutirão nos mais jovens aficionados poveiros, mas, para que rapidamente se ajuíze da importância que tiveram enquanto atletas do Varzim, bastará dizer que, no conjunto, o Sidónio e o Quim envergaram a camisola do Clube durante 35- trinta e cinco! - anos. Sidónio Bastos, que se despediu a 3 de Junho de 1973, foi jogador, e muitas vezes com a braçadeira de "capitão", em 17 épocas consecutivas; Quim, cujo adeus à prática do futebol ocorreu a 25 de Agosto de 1976, esteve em campo com a camisola alvi-negra durante 18 anos.

"Brio profissional, honestidades e correcção" foi a síntese do prof. Rogério Viana para definir Sidónio como futebolista, no discurso oficial da sua festa de despedida, realizada no Estádio poveiro, com a participação, num torneio, das equipas do Salgueiros, do Fafe, do Famalicão e do próprio Varzim. Salientada, ainda, a circunstância de ser Sidónio, na altura o treinador varzinista, em prolongamento de uma exemplar actividade como jogador.
Quim afirmou-se como outra, e enorme, figura de referência varzinista, com muitos dos melhores anos da sua vida ao serviço do futebol e do clube poveiro. Menino-pescador, Joaquim Marques da Rosa, o "Quim", fez-se futebolista e ídolo da Póvoa, defendendo a camisola alvi-negra durante dezoito anos: dos dezasseis aos trinta e quatro. "A sua carreira pautou-se sempre por uma dedicação fervorosa à camisola que envergou e pelo respeito que sempre soube manter por todos quantos, no campo desportivo, teve por opositores, o que lhe granjeou admiração e amizades onde outros só alcançaram animosidades" - lias-se num folheto distribuído pela Comissão encarregue da festa de homenagem e despedida, consubstanciada num "quadrangular" a que deram a sua colaboração as equipas principais do Rio Ave, do Gil Vicente e do Leixões. Matosinhenses e poveiros ficaram empatados no jogo da "final", sucedendo-se uma cena bonita: Quim entregou a taça "José Monteiro Reina" (sócio-fundador do Varzim) ao "capitão" do Leixões, Adriano, mas, por decisão de Joaquim Meirim, técnico matosinhense, o troféu passou, através do filho homenageado, para as mão de Leopoldo, "capitão" varzinista.

Na carreira de Quim, permaneceria a mágoa de nunca ter sido internacional "A". Ficou-se por suplente na selecção "B", num jogo em que Portugal perdeu, em Córdova, diante da Espanha, por 0-3. "Naqueles tempos, aquilo era só para grandes vedetas". O desabafo de Quim, anos mais tarde.

Na época (1976/77) em que Joaquim Marques da Rosa se despediu da actividade de futebolista, três jogadores varzinistas - facto inédito na história do clube - foram chamados aos trabalhos das selecções nacionais: Fonseca (titular na selecção "A", vitória sobre a Dinamarca por 1-0, no Estádio da Luz, na fase de qualificação para o "Mundial"), Festas (titular na Selecção de Esperanças, jogo e vitória por 2-1 no Luxemburgo) e João (convcado para os treinos da Selecção de Esperanças).

4 comentários:

Sergio disse...

Isto e que era um grande jogador merecia estar na selecao A

Anónimo disse...

Se vais entrar pelos nomes históricos do Varzim ao longo de várias décadas, vais ter muito que fazer e recordar...Sobre o Quim e pelo passado dedicação e amor à camisola apenas ficaste pela rama...há muito, mas muito a dizer sobre este histórico do Varzim..não tens espaço nem tempo? compras meia duzia de páginas dos jornais locais ou nacionais. Quanto ao tempo tens que perder meia duzia de dias e quando deres por ela...ainda nem vais a meio. Quim foi o que de mais sagrado passou pelo nosso Varzim...as histórias que ele conta são de corar...perdão de chorar...mas agora não há nada disto porque os interesses do futebol são outros...o futebol está entregue aos bichos e alguns precisavam de ser banidos porque são autentiocos parasitas...um sócio a caminho do estádio

Golo disse...

Olha pa eu nao me preocupo do passado do Varzim Nem de nada agora tamos no presente e eu quero que o Varzim suba e nao e a olhar o passado que ele vai subir!!!

Golo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.