Passeando pelo Facebook, deparei-me com este texto de Ricardo Campos...

Obrigado Pai por um dia, não me lembro o ano nem o adversário, me teres levado pela primeira vez a um estádio de futebol, pela primeira vez ao Estádio do Varzim.
Mesmo que para ti tenha sido a última vez que entraste num estádio tal a batalha campal a que assistimos no final. Só voltaste a entrar num estádio mais de 20 anos depois...Houve invasão de campo, cabeças rachadas, caras com sangue, pedras, paus…muito provavelmente não te lembras, mas eu eu recordo-me bem. Saímos dali e disseste-me que aquilo não era futebol, que não era daquilo que gostavas nem era para ali que querias levar o teu filho…talvez não te lembres mas eu nunca esqueci…e o "bicho" ficou em mim...
Antes disso, ainda assistimos a um treino ou pelo menos um. Nesse dia, estávamos na Bancada Superior Norte, e no final do treino o Lufemba rematou uma bola perdida no campo. Subiu demasiado, para a bancada. Bateu com estrondo na parte superior e desceu vertiginosamente batendo-me na parte de trás da cabeça e fazendo-me descer uns 3 degraus :) lembro-me tão bem, que quando me lembro ainda me dói...mas também me lembro que me pediu desculpa :)
Também nessa bancada levaste-me a ver os meus dois maiores ídolos de infância num treino da selecção: Bento e Chalana. Do primeiro guardo religiosamente a sua camisola de treino autografada que mais tarde o grande amigo Fernando Viana me ofereceu.
Era a velha bancada Superior Norte. Aquela grande e alta, com degraus enormes, de cimento, atrás da baliza, com uma pequena curva onde, por baixo, ficava o bar e na parte superior o marcador manual do resultado, quase quase sempre a nosso favor...
Era fria, porque era de cimento. Mas era quente, porque enchia e porque nela se festejavam tantos e tantos golos, tantas e tantas vitórias...
Como gostava hoje que ela ainda estivesse de pé…quantas historias e glórias seria capaz de contar...
Lembro-me como se fosse hoje de entrar por aquelas portas de ferro onde só cabia uma pessoa…só lá voltei anos mais tarde, levavas-me à porta e falavas com o porteiro para eu entrar…eu entrava, tu não...ias para casa…era assim todos os domingos até que passei a fazê-lo sozinho, era como entrar em casa…a minha casa, a casa do Varzim S.C.
Pessoalmente, estou de rastos…nunca me senti tão desfeito...
Mas se temos quase 100 anos de história para trás, também a teremos para a frente…se temos quase 100 anos de glórias unanimemente reconhecidas por todo o país, também certamente os voltaremos a ter pela frente.
Foi assim que tudo começou...
É por isto que nunca há-de acabar...Hoje sou mais Varzinista do que nunca!
Obrigado Pai.
Obrigado Varzim, por tanta Paixão…
Ser Varzinista é um Orgulho, ser Poveiro é um Privilégio…
Lindo!

É a pergunta mais frequente entre os adeptos varzinistas neste momento.















